Revistas / 2010 / Los Angeles Confidential (Dezembro)

A Los Angeles Confidential é uma publicação sobre a cena de Los Angeles, voltada para todos os públicos

Christina Aguilera- A superestrela brilha na telona

Traduzido por http://www.iloveaguilera.wordpress.com
Não copie, direcione o link


SHOWGIRL – 
Existe uma lista extremamente pequena de mulheres que começaram uma carreira musical ainda na época de formação do corpo, emergiram como ícone pop de sua geração, e depois se reinventaram como atriz de alto calibre. Enquanto Christina Aguilera estreia nas telonas no chamativo musical Burlesque, pode ser que ela se encontre, em breve, dentre essas lendas. A poderosa cantora, que faz 30 anos neste mês e reinou no topo das paradas por mais de uma década, aposta que seus talentos transcederão para a grande tela. “Eu queria muito que o projeto certo aparecesse e deixasse o destino tomar conta”, ela diz. “Tudo sobre Burlesque me fascinou”.

A parece que sua ética profissional tocou seus colegas de time. “Ela é tão comprometida com a excelência e com subir um nível, é incomparável”, diz o roteirista e diretor Steven Antin. “Droga, eu amo essa garota!”. Nós nos encontramos com Aguilera, que nos contou que o que esta garota quer – o que esta garota precisa – é uma chance de mostrar o que mais ela sabe fazer.

Como foi a transição para passar para as telonas em um papel de destaque?

Foi diferente para mim. Eu tinha muita emoção para invocar, tanto em cenas de choro como em discussões acaloradas com a personagem de Cher. Eu sabia que queria cavar bem dentro de mim para que tudo viesse dos meus próprios sentimentos. Então eu revisitei muitas histórias do meu passado de uma maneira que não costumamos fazer no dia a dia. Foi muito cansativo e exaustivo. Eu estou acostumada a me expressar com o que me vem à mente e ao coração durante uma música. Ao interpretar outra pessoa, eu deixei a mim mesma de lado porque eu queria ver o que fazia minha personagem ser durona. Como sou uma pessoa expressiva, foi difícil negligenciar a mim mesma por tanto tempo. Eu não posso dizer que foi a coisa mais fácil do mundo, mas estou muito orgulhosa do resultado.

Qual momento você lembrou mais das semelhanças entre o filme e sua vida pré-sucesso?

Eu revivi aquela garotinha jovem e inocente, com olhões arregalados para esse mundo cheio de personalidades orgulhosas e às vezes resmungonas, tentando lutar pela chance de ser ouvida – aprendendo pelo caminho difícil, sendo usada e lutando contra as inseguranças só para conseguir um espaço em um teste. Eu realmente tive que reviver essa época, mas está tudo escondido logo abaixo da minha pele, porque sofri bullying durante toda a minha vida escolar – desde os meus 7 anos de idade – por conta de minha paixão e amor pelo que eu fazia. Eu me senti alienada várias vezes na minha vida, então tenho muita experiência com sofrimento e repressão, e tantando lutar contra isso.

Mesmo antes deste filme, você confessava amor pela arte burlesca.

Eu honestamente sou amante de qualquer forma artística que permita a mulher se expressar de forma sensual. Isso mostra nas minhas próprias performances. Eu acho que o corpo feminino é lindo, e eu adoro a arte de provocação que o mundo burlesco oferece. É muito ‘olhe-mas-não-toque’, uma forma própria de arte, saber como provocar e nada mais. Eu sempre me atraí por esse tipo de ideia: as roupas, o glamour de tudo e experimentar diferentes formas de cabelo e maquiagem.

Divida conosco como é Cher, o ícone, e Cher, a pessoa que você conheceu como colega.

Cher não brinca em serviço! É uma força que não pode ser contida. Quando eu era criança, não tinha permissão para ver os clipes de Cher ou Madonna porque elas eram bem provocantes – e claro, eu então cresci e apareci com aquelas calças em Dirrty. Vai entender. Quando nos conhecemos, ela me cumprimentou com o maior sorriso e disse, ‘Eu vou te falar a mesma coisa que Meryl Streep me disse quando nos conhecemos para trabalhar em um filme: estou feliz por você aqui”. Foi um cumprimento caloroso; saber que estávamos naquela juntas significou tudo para mim.

Você está parada em uma porta que leva a uma nova fase na sua vida e carreira. Me diz como você vê seu futuro?

Eu adoraria fazer mais filmes. Eu não quero necessariamente fazer musical atrás de musical, me interesso em interpretar personagens diferentes uns dos outros – um pouco excêntricos. Eu dou duro no trabalho, me foco bastante e acho que o céu é o limite, para ser sincera. Estou com a cabeça aberta para o futuro.


Voltar para Revistas – 2010 e 2011


Anúncios