Revistas / 2006 / GQ (Junho)

A GQ é uma revista de comportamento, estilo, entrevistas e sexo voltada para o público masculino

Calor branco

Traduzido por http://www.iloveaguilera.wordpress.com
Não copie, direcione o link


RAINHA CHRISTINA. 
Em um cenário pop lotado de posudas cantando por meio de máquinas, a dona de vocais loucos Christina Aguilera é o que há de mais real. Mas a vida de casada e um luxuoso novo álbum vai acalmar a imagem ousada dela?

EM UMA FESTA DO PRINCE, a realidade mundana é negociável. Tudo fica envolto de um brilho erótico. As mulheres parecem mais sensuais, gêreno se torna algo relativo, animais fazem poses estranhas, é loucura. Olha: Lá vai Salma Hayek em um vestido preto, se inclinando em um sofá para mostrar um decote capaz de causar ataques cardiácos. Já ali, Marilyn Manson acompanhado da rainha burlesca Dita Von Teese. Ali, Paris Hilton bem íntima de Stavros Niarchos. Heath Ledger junto de Michelle Williams. Cameron Diaz abraçada com Justin Timberlake. Parece um “De Olhos Bem Fechados” exclusivo para celebridades da lista maior, na exclusiva boate Teddy’s do luxuoso Hollywood Roosevelt Hotel. E ali, andando tranquila dentre a multidão e seguida de um imenso guarda-costas, está a minúscula, loira platinada transbordando um futurístico estilo retrô, elegante, novo espetáculo da Antiga Hollywood: Christina Aguilera.

Nos últimos anos, o visual de Aguilera mudou à beira da irreconhecibilidade: De loira para preto para ruiva, de recatada para provocante para o que for que você se torna quando fica no meio de um sanduíche de beijos com Madonna e Britney Spears. Seja como você descrever, palavras como elegante e clássico provavelmente não passaram pela sua cabeça. Mas não hoje. Essa é Aguilera 3.0: Uma cantora talentosa da era Jazz da Broadway. E pelo que me parece – vamos ver se eu acertei – ela está se sentindo exatamente assim. “Eu realmente tento viver da forma que minha música reflete”, diz a formidável e assertiva garota de 25 anos. “Hoje, mesmo quando eu só vou para o estúdio gravar, eu nunca saio sem meu batom vermelho nos lábios”.

O novo álbum de Aguilera, Back to Basics, que deve ser lançado em alguns meses, mistura um som antigo e soul com batidas hip hop que ampliam o poder da voz dela. Definitivamente, é um álbum com um conceito. “No fim, é muito interessante seguir uma visão única”, ela comenta. “Eu acho que deixa o produto final mais coeso”. E essa visão é bem ousada, mas não da forma com que usar calças cortadas de cowboy foi.

Para promover o álbum, Aguilera está planejando uma turnê em clubes de Jass, incluindo o Blue Note. Ouvindo essas notícias, dá para imaginar o fantasma de Ella Fitzgerald se revirando, mas também é muito legal. Imagine por um segundo a ex-rival de Aguilera, Britney Spears, tentar algo desse tipo – a ideia é insana, uma piada. Mas com a voz nuclear de Aguilera, mesmo com um passado de safadezas em público com mais originalidade do que o cliché de Spears, tudo parece digno de credibilidade. Afinal, na carreira dela, Aguilera já ofendeu públicos mais sensíveis do que os esnobes do jazz.

Aliás, aqui no Teddy’s ela certamente é respeitada. Uma mesa de coquetel é discretamente montada enquanto nós nos sentamos para conversar, Aguilera do lado do marido, Jordan Bratman. Ela parece contente e soa dessa forma: “Eu estou no estado de espírito mais feliz do que eu já estive na minha vida inteira”, Aguilera me contou. “Estou muito calma. Eu não fico mais agitada ou chateada com tudo que me acontece”.

 Apesar dos dois estarem na realeza do pop, o jovem casal tem uma vibração mais realista, rindo um com outro enquanto bebem Cristal; muito disso se deve à Bratman. Um bom rapaz judeu de 28 anos, nascido em Nova York, o executivo do marketing da música não é do tipo que imediatamente solta faíscas de uma mulher sensual. E em uma sala onde os homens gastam milhares de dólares só para arrumar o cabelo, ele está usando um boné vermelho de baseball e calças largas.

Mas, claramente, ele funciona como um imã para Aguilera, que antes dele sempre pareceu independente, feroz. Agora, ela anda atrás de Bratman, com as mãos no ombro dele, se dirigindo para outra ala da boate enquanto desfrutam da música House que está tocando. Seguidos dos seguranças, eles se juntam a alguns amigos, incluindo Justin Timberlake e outro rapaz que Aguilera diz ser “um antigo amigo do Clube do Mickey”. Logo depois, o Excelentíssimo Malvado Roxo começa a tocar no palco.

Em uma brilhante jaquela laranja e guitarra turquesa, Prince divide os vocais com uma cantora afro. Aguilera já conheceu Prince uma vez, e a pequena cantora conseguiu até olhar direto nos olhos dele. (“Na verdade, ele pareceu ainda mais baixo que eu”, ela conta). Quando um rapaz bêbado é chamado pelo cantor para subir ao palco e… dançar, eu acho, Aguilera e Timberlake se divertem, inclinados na varanda. “Cara, aquele foi um passo legal”, diz Prince enquanto o rapaz desce do palco. “Vou roubar esse”.

E quando eu olho a pequenina cantora do meu lado e comparo com o pequenino cantor no palco, eu percebi algo. Talvez seja o êxtase de estar junto à tantas celebridades, talvez seja os efitos do Cristal, mas por um minuto a ideia me parece perfeitamente plausível. Um talento gigante em um corpo minúsculo. Uma atração pelo lado teatral da música. Um recaída pela arte que produzem. Será que Christina Aguilera é a versão feminina do Prince?

Na realidade, Prince é a versão feminina do Prince. Se alguém, Aguilera é a versão feminina do Eminem, outro loiro platinado de origens humildes com um passado abusivo por um dos pais, que também já foi objeto da fúria do Triumph The Insult Comic Dog. (O ataque de Triumph para Eminem: ‘Minha mãe também era uma puta, e nem por isso eu saí escrevendo música sobre ela’. O ataque de Tirumph para Aguilera: ‘É como assistir um filme pornô, mas com uma música pior’). Mais crucial que isso é que ambos já dominaram uma área da música que é tradicionalmente negra, o que faz deles praticamente irmãos (não nos estranha que eles já se desentederam).

A técnica da Christina só traz algumas semelhanças superficiais com os exageros regulares do American Idol e do antigo Star Search (em que ela já apareceu quando criança). Ela tem muito mais controle do que os participantes, força e sentimento, e a voz dela é ao mesmo tempo imensa e madura. “O incrível tom da voz dela vem de Deus”, diz o presidente da Geffen, Ron Fair, que contratou Aguilera em 1998 depois de uma estonteante performance a capella que ela fez no escritório dele quando trabalhava na RCA. “Mas ela também tem uma imensa capacidade de subdividir harmonias, o que ela escuta quando uma corda é tocada, quais os impulsos musicais que ela quer dar à uma canção, tudo isso vem de um intelecto muito desenvolvido. Quando você consegue se adaptar do Herbie Hancock para o Nelly para o Andrea Bocelli para seu próprio material, você sabe que é bem especial”.

Ela cantou “Vision of Love” da Mariah Carey, com todas as notas, incluindo os assobios produzidos pelas cordas vocais, aos 10 anos de idade. A lenda conta que Jessica Simpson teve medo de se apresentar depois de Christina e amarelou. “Ah é, eu já ouvi essa história”, Aguilera me falou no jantar depois do show do Prince, “Ela já contou várias vezes”. Você não acha que é verdade? “Não, eu sei que é verdade”.

Aguilera era uma pequena e brilhante presença do meu lado em um restaurante francês-mediterrâneo em West Hollywood. Cabelo quase branco puxado para trás e correntes douradas penduradas no pescoço, formando um sensual “V” no decote. Depois de uma rápida consulta no telefone com o marido – “Ei amor, qual é aquela salada que você gosta aqui?”, ela pediu algo com folhas e um filet mignon. Foi satisfatório ver uma artista de Los Angeles preocupada com o corpo beber álcool e comer bife, mas também mostou que mamíferos largos e robustos têm que morrer para manter aquela voz alimentada.

Apesar de jovem, Aguilera já conquistou a atenção do mundo e sobreviveu à épica saga Christina Aguilera até agora. Ela era parte da faculdade de estrelas pop adolescentes dos anos 90, mas mesmo assim seu talento vocal a colocou em um nível superior ao das colegas. Uma estrela aos 7 anos (cantando em festas e logo o hino nacional em jogos do Penguins e Pirates), uma artista da televisão aos 12 (com Britney, JC e Justin no Novo Mickey Mouse Club) e uma fenômeno aos 18 (com o hit #1 Genie In A Bottle). Nada mal, considerando tudo que conspirava contra ela fora dos palcos.

Na escola fundamental, ela era frequentemente assediada e ameaçada pelos ressentidos implicantes de Pittsburg, forçando a família a se mudar. Pior ainda, o pai, Fausto, batia na mãe dela até elas deixarem a casa dele, aos 7 anos de Aguilera. Até mesmo as mais antigas memórias musicais de Aguilera são divididas com a melanconia do trauma. “Era a única maneira que eu tinha de escapar do abuso”, ela disse. “Eu corria para o meu quarto e ouvia a trilha sonora da Noviça Rebelde. Eu abria minhas janelas e acompanhava “As montanhas ganham vida…”.

É óbvio, nada disso era abertamente anunciado na cuidadosa e planejada estreia, com o álbum Christina Aguilera, cheio dos hits grudendos e levemente provocantes, Genie In A Bottle e What a Girl Wants. E a onda da fama trouxe mais problemas. O pai abusivo foi substituído por um empresário que foi processado por Christina sob alegações, entre várias, de fraude (fizeram acordo no processo) – junto com traição de membros da equipe, incluindo um guarda-costas que “era como um irmão para mim”, mas que acabou cometendo diversos roubos contra ela. Quando o sucesso permitiu que ela, aos 20 anos, tomasse conta do lançamento do segundo álbum, Stripped, do notório e escandaloso single principal, Dirrty, e do chamativo vídeo dirigido por David LaChapelle, Christina ficou conhecida como a nova Vadia da Vez. Tudo isso ocultou o quão raivoso e triste as letras de Stripped, escritas por Aguilera, eram.

“Eu nunca foi o tipo de artista que tinha mamãe segurando a mão enquanto papai controlava minha carreira”, ela disse enfaticamente no jantar. “Não sou assim. Eu fui sozinha para Nova York aos 15 anos e lá era um lugar muito difícil para viver”. O maior foco do álbum não era apreciado pela mídica. “Stripped contava tudo o que eu estava sentindo por dentro, despida para quem eu realmente sou, apesar de todo mundo em volta de mim”. Ela chamou o trabalho de “um acúmulo. Depois de anos recebendo ordens de como me vestir, o que usar, não ser provocante demais – e eu sou muito sexual, é parte da minha natureza mostrar isso na minha arte. Meu empresário não se incomodava comigo, me forçava a fazer esses concursos idiotas da Benie Baby na internet. Toda aquela imagem foi forçada em cima de mim. Eu agradeço porque me deu a chance do sucesso que eu tanto queria, mas era muito difícil para mim. Eu tinha muita coisa para dizer”.

Mas enquanto gravava o mais ousado Stripped, Christina teve outros problemas com homens – na forma de um produtor que deixou várias feridas em vários sentidos (ela é muito específica quanto a esse assunto). “Ele não merece mencionarmos ele”, ela disse. “Está no passado e eu deixei tudo isso para trás. Só vou dizer que ele é uma pessoa desprezível e uma desculpa patética na forma de homem”. Mais um na longa lista de homens decepcionantes que criaram diversas dúvidas na cabeça dela.

Quando Aguilera começou a trabalhar no Stripped, Ron Fair, que era o mentor dela, havia sugerido que ela começasse a trabalhar com produtoras mulheres. Ele arranjou um encontro com Linda Perry, uma compositora e cantora da antiga banda de rock alternativo originada em São Francisco nos anos90, 4 Non Blondes. As duas se deram bem imediatamente, e com apenas algus meses, Perry tocou para Aguilera uma música em que trabalhava, a incrível Beautiful. A grande balada inspiradora fez com que Aguilera desse um passo significativo para sair do holográfico pop pornô que ela estava promovendo para se aventurar em algo mais profundo. Chame isso de neo-soul.

“A primeira vez que ela se sentou no piano e começou a cantar a música”, Aguilera lembra, “Eu pensei ‘Eu tenho que cantar isso também!’. Eu relacionei as letras com o que estava acontecendo na minha vida, e me senti tão vulnerável. Quando a letra diz “Não importa o que façamos, não importa o que digamos/Nós somos a música dentro da melodia/Cheia de belos erros”… requer uma força muito grande poder dizer palavras como essas para si mesmo.”

Já são 11 horas da noite em uma quinta-feira no estúdio de gravação de Perry em North Hollywood. Enfeitado com um Buddah de ouro e iluminado por velas, no relaxante estúdio, Aguilera se senta com uma grande xícara de café, buscando ouvir intensamente a nova versão de uma produção com Perry. Cheia de piercings e tatuagens, Perry senta atrás do controle de som. “Ok, aqui vamos nós”, ela diz.

Das caixas de som embutidas nas paredes, saem os sons de um assustador circo dos anos 20, acompanhando uma voz  feminina que promete diversão e arrepios a custos obscuros que são implícitos no drama da música. Bem vindo ao maior show da Terra… Então, enquanto um orquestra toca crescentemente, um alto do tamanho de um estádio canta por cima do instrumental. O contraste entre aquela voz e a minúscula garota na minha frente arrepia os cabelos da minha nuca.

Quando tudo para, Aguilera acena com a cabeça. “É muito legal”, ela diz. “Eu amo a música, mas eu não consigo ouvir muito sua voz.”. É Perry quem anuncia a história do começo da música. “E também, eu acho que o som épico se perdeu um pouco no refrão.”.

Criado a partir da gigantesca coleção de discos antigos de Perry, o álbum faz uso de uma orquestra, um coral, um quarteto de cordas, tocadores de sax e uma imensa e criativa gama de técnicas de gravações, como usar um microfone de bateria antigo e surrado com um pedaço de pano por cima para conseguir o som da música “I Got Trouble”, ou cantar essa mesma música quando Aguilera estava gripada ou, no caso da faixa Save Me From Myself, beber Maker’s Mark antes de cantar. As inspirações são Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Etta James, Judy Garland – “o que eu costumava chamar de ‘minha música divertida’ quando eu tinha 8 anos de idade”, comenta Aguilera.

“Eu acho que ela é uma pequena incrível cantora”, diz Etta James, hoje uma amiga que ouve um pouco da tristeza de Billie Holiday na voz de Aguilera. “Uma menina novinha que gosta de cantar música de verdade? Eu sei que ela é direcionada para o mercado pop, mas ela consegue cantar tudo. Ela parece alguém que nasceu em outra época. Uma alma antiga”.

Como um lado rock do lado R&B de Aguilera, Linda Perry teve que conquistar a confiança de Aguilera para fazê-la explorar o lado menos vitorioso dela mesma. “Eu nunca me abri tanto com alguém antes dela”, diz Aguilera. “Como na música Save Me From Myself. Ela foi gravada muito perto do microfone, sem ad-libs, sem nada, o oposto do que eu sou. Sem efeitos, sem ecos – e eu sou a rainda dos ecos. Todo arranhão, toda pequena imperfeição está lá. Eu acho que nós nos forçamos a ir a lugares onde nós normalmente não vamos.”

Aguilera dedica essa música emocionalmente crua ao Bratman, cujo papel na vida dela parece ser exatamente o que o título sugere. Eles se conheceram durante uma gravação com aquele produtor de Atlanta, se tornaram amigos imediatamente e,  quando Bratman se mudou para Los Angeles, ficaram inseparáveis.

“Antes do Jordy, eu acho que nunca soube o que era um homem de verdade”, ela comenta. “A maioria dos homens que eu encontrei na minha vida – e por ter crescido com um pai abusivo e ter buscado uma figura paterna nos caras errados – tendiam a ser completamente cachorros. Era isso que eu pensava dos homens. Ele foi o primeiro que me tratou da maneira como uma mulher deve ser tratada. Ele é uma pessoa muito forte, um homem forte, que vai me carregar em todos os momentos difíceis da minha vida, sempre lá para me salvar. Ele consegue me puxar para fora da minha depressão. É meu anjo. Ele me salva em muitos aspectos diferentes”.

Eu gosto de pensar que um testamento verdadeiro do amor dele por ela foi quando ele estreou uma tatuagem (Aguilera, é claro, tem várias tatuagens e furos). Como presente de casamento, o artista do grafitti Mister Cartoon deu um set de tatuagens para casal. Nas costas dela – “Eu sou meu amado e meu amado é meu”. No braço dele – “Eu amo CA para sempre”, mas em caracteres hebraicos. Durante o casamento, que teve rosas brancas, candelabros de cristal, um bolo de cinco andares, e um hino na trilha sonora de A Noviça Rebelde, Aguilera foi convidada a cantar uma música, o clássico At Last, de Etta James. E quando o bobo rapaz de Riverdale, quase sem acreditar na boa sorte dele, correu ao palco, ele gritou, “ESTA É MINHA MULHER, PORR*!”.

Etta James se lembra de ter conhecido Bratman em uma festa. “Eu fui até ele e disse: ‘Você vai tomar conta dela?’. Ele repetiu vários ‘Eu vou, eu vou, eu vou’. Eu respondi que ‘Você tem que tomar conta de uma mulher assim. Ela é como uma pequena bonequinha, sabe?”.

Quatro anos depois do casamento e oito anos no meio artístico,  Aguilera se preparou para um novo e diferente caminho – incluindo igualar-se a suas colegas divas. “Eu acho que a voz de Kelly Clarkson é muito poderosa”, ela diz. “Ela é muito boa. E quando eu a conheci, ela foi um amor de pessoa. Algumas dessas meninas, como Lindsay Lohan, são muito legais quando eu as encontro, dizendo como elas cresceram me ouvindo e tudo mais. E eu esqueço que eu sou jovem, mas elas são ainda mais. Eu nunca quero chegar a um ponto em que eu sou… não sei, diva demais para ficar do lado de pessoas que me admiravam”. Do jeito que foi para Aguilera tentar se aproximar de, digamos, Mariah Carey. “Ela nunca foi legal comigo”, ela comenta. “Ao ponto de estarmos em uma festa uma vez e eu acho que ela bebeu demais, e começou a falar coisas muitos pesadas para mim na frente de…”, ela se interrompe. “Mas foi naquela época em que ela estava tendo aquele colapso, então podia estar muito medicada”.

 A pergunta é, o casamento confortável e a nova generosidade são sinais de que Christina Aguilera se derreteu? Não se você acredita na música “Still Dirrty”, em que ela garante aos fãs que ela ainda tem “aquele lado safado em mim/aquele grau de sujeira/ainda tenho aquele lado louco em mim”. E também tem a faixa “Nasty Naughty Bou”, que inclui a rara poesia que diz “Agora é melhor você me dar um gostinho/Ponha sua cobertuda no meu bolo”. Eu pergunta como a mãe dela lida quando a filha fica tão ousada.

 “Minha mãe me apoia muito, demais mesmo”, Aguila diz, antes de sairmos do restaurante para lutarmos num mar de paparrazi até chegar no Rolls-Royce branco dela. “E quer saber?”, ela completa. “Eu tive daonde puxar”. Ela ri. “Vamos só dizer isso.”.


Voltar para Revistas – 2006 e 2007


Anúncios