Biografia Completa – Capítulo 10

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Capítulo 10 – De Volta ao Básico

Já no início de 2006, Christina voltou à agenda de trabalho. Cantou no Grammy ao lado do pianista Herbie Hancok e fez uma rápida visita à Inglaterra e à Itália para promover “Somos Novios” com Andrea Bocelli, cantando no Festival de Sanremo e em programas de televisão. Assim como aconteceu com o álbum Stripped, foi no tapete vermelho que Christina revelou como pretendia chamar o disco: “Back To Basics” era o título programado que acabou confirmado um tempo depois. O básico a que Christina se referia no título tem a ver com a origem da música e do que a inspirou a cantar: “a música divertida”, como ela chamava, de grandes cantoras do passado que tocavam o mundo apenas com a voz.

A felicidade de Christina deu o empurrão extra na criação do trabalho, inspirado nas eras românticas e animadas do soul, blues e jazz. Por ser uma artista também visual, Christina passou a coincidir o estilo pessoal com o estilo da inspiração do álbum, optando por roupas mais clássicas e até ousadas, mas com um toque de elegância. Enquanto continuava visitando o circuito de moda nos Estados Unidos, deu continuidade à criação do álbum.

Baseada na experiência de entrar sozinha na cerimônia de casamento, Christina e Linda Perry criaram uma canção sobre não precisar de uma figura paterna naquele momento. A ideia original acabou ganhando um toque positivo, e a música passou a narrar a superação de ausência da figura masculina e a certeza de que uma nova entrava em sua vida. Era o conserto do passado pelo futuro. A faixa foi intitulada “The Right Man”.

Christina comentou que, enquanto parte do álbum era inspirada no relacionamento com Jordan, as músicas não eram sobre ele ou dedicadas a ele – com exceção de uma. Também em parceria com Linda Perry, a dupla preparou uma faixa somente com instrumentos de cordas. Christina bebeu whisky para conseguir vocais mais crus e gravou a canção em tons de falseto, sem nenhuma nota longa ou tom mais alto. A letra falava sobre como Jordan salvou Christina do lugar negro que ela adentrava na época de “Stripped”, e a dedicatória apresentou uma noção intimista e sincera do relacionamento dos dois. A música foi chamada de “Save Me From Myself”.

Violência doméstica também não ficou de fora do novo álbum – dessa vez, cantada sob outra ótica. Enquanto “I’m OK” era dolorida e intimista, direcionando a mensagem ao pai, a nova canção, “Oh Mother”, era uma homenagem à mãe, agradecendo pela força de tirar ela e a irmã daquela situação. O novo trabalho também traria uma faixa chamada “On Our Way”, baseada puramente em amizade e confiança. Há especulações de que seja direcionada à irmã Rachel, mas não há confirmação acerca da inspiração por trás da canção.

1. Em sessão de fotos no estúdio; 2. Com Andrea Bocelli; 3. Com Cher em desfile de moda

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Em fevereiro, Christina já tirava as fotos para o trabalho, inspiradas em imagens e visuais da época que estava reproduzindo no álbum - anos 20 a 40. Enquanto montava a versão final do trabalho, percebeu que não haveria outra saída senão travar uma batalha contra a gravadora. Não havia sido fácil convencer Clive Davis, presidente da gravadora, a permitir que Christina lançasse um álbum que refletisse uma música não popular; por isso, a próxima tentativa seria ainda mais difícil.

Ao separar as faixas, Christina dividiu o disco em duas seções: aquela gravada com Linda, que era orgânica, sem samples, original e ao mesmo tempo familiar, toda gravada com orquestras e instrumentalistas ao vivo; e aquela gravada com outros produtores, em especial DJ Premier, que tinham um som basicamente hip hop e moderno mesclado com elementos antigos. Ambos atacavam o mesmo tema de forma distinta, e para Christina, só daria certo se “Back To Basics” se tornasse um álbum duplo, o que não estava nos planos iniciais.

A gravadora não aprovou a ideia, e Christina precisou lutar para conseguir fazê-los mudar de ideia. A RCA argumentou que álbuns duplos vendem menos, custam mais, e não atraem o público a princípio – especialmente quando não traz a música da moda. Christina concordou, mas não se importava. Dessa vez, ela tirou o chapéu de negócios e vestiu somente o chapéu criativo. Após reuniões com Clive Davis e a gravadora para aparesentar o material e defender sua ideia, ela conseguiu o que queria.

Em maio, Christina filmou o primeiro clipe do aguardado “Back To Basics”. Ela já tinha passado na cabeça todo o conceito e a coreografia antes de apresentá-los ao diretor e ao coreógrafo, e o resultado final foi exatamente como Christina ensaiou em casa, contando com o próprio carro na cena de abertura. No dia 03/06/2006, “Ain’t No Other Man” era finalmente lançada. A canção era diferente de tudo o que fora lançado na época, e foi exatamente o single que Christina elegeu para abrir o álbum quando tudo o que existia era o instrumental da faixa. O lançamento da música foi celebrado com uma bem-recebida e comentada performance no MTV Movie Awards, uma completa mudança das performances agressivas da época Stripped, atraindo inúmeras críticas positivas de público e mídia. A cantora Jessica Simpson, claramente impressionada com a apresentação, chegou a enviar flores e um bilhete para o quarto de hotel da Christina. “Baby Jane” era apresentada ao mundo, substituindo a rebelde “Xtina” de outrora.

Infelizmente, o single sofreu o impacto de uma atrapalhada da RCA. O lançamento no dia 03 pegou todo mundo de surpresa, já que a data original estava prevista para mais tarde. Quando o single vazou ilegalmente naquele final de semana, a gravadora simplesmente o jogou no iTunes, sem aviso e sem se preparar. Apesar disso, a canção chegou à 6ª posição da Billboard, e foi o primeiro single de Christina a voltar para o Top 10 desde Beautiful, que chegou na 2ª posição em 2003. A música também chegou à 2ª posição das paradas mundiais e passou 9 semanas consecutivas no top 10 americano. A estreia em 19º lugar foi a melhor da Christina até então, lançado em uma época em que os singles tinham que subir gradativamente na parada até a melhor posição, ao invés de já estrear no topo. Em 2007, “Ain’t No Other Man” recebeu certificação por vender mais de 1 milhão de cópias digitais só nos Estados Unidos. Copiei do iloveaguilera.wordpress.com, mas não pode!

Nas sessões de fotos para revistas, a mudança de estilo foi evidente. Até mesmo quando Christina aparecia em sessões mais sensuais e reveladoras, as fotos ainda mantinham a elegância, como na sessão da revista GQ, na qual Christina pousou nua em uma cama. Isso não significava, no entanto, que ela forçaria esconder opiniões polêmicas apenas para ser agradável. Em uma das novas entrevistas, foi questionada sobre como foi conhecer uma de suas ídolas, Mariah Carey:

“Ela nunca foi legal comigo”, ela comenta. “Ao ponto de estarmos em uma festa uma vez e eu acho que ela bebeu demais, e começou a falar coisas muitos pesadas para mim na frente de…”, ela se interrompe. “Mas foi naquela época em que ela estava tendo aquele colapso, então podia estar muito medicada”.

Apesar de ter se derretido em elogios à outras cantoras na mesma entrevista, foi esse o trecho que ganhou os jornais. Mariah Carey respondeu na televisão que Christina havia chegado na festa bêbada e com comportamento errático, e que esperava que ela estivesse em um lugar melhor na vida dela. Christina respondeu que não foi sua intenção ofender Mariah e que não pretende espalhar e atrair negatividade nesse momento feliz que vivia. Em 1999, um repóter britânico contou para Christina, que ainda era nova na indústria, que Mariah estava chamando-a de “mini-eu” de forma depreciativa, mas foi somente em 2006 que a animosidade chegou ao público.

1. Na revista Entertainment Weekly; 2. Na Blender; 3. Na GQ

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Enquanto “Ain’t No Other Man” se tornava uma das músicas mais bem sucedidas da carreira de Christina, com enorme recepção positiva da crítica, foi revelado que a promoção inicial do álbum incluiria uma turnê intimista em pequenas casas de shows americanas, sem cenários elaborados e sem grandes produções. A ideia era divulgar o trabalho da forma como antigamente – um microfone, uma voz e um palco. Os concertos aconteceriam antes ou imediatamente após o lançamento do disco, mas a ideia, apesar de divulgada em entrevistas, não saiu do papel.

Ainda em junho, Christina apresentou o clipe da Ain’t No Other Man no TRL e partiu para a Europa para promover o álbum por lá. Além de dar entrevistas em programas de televisão, ela colocou em prática, de certa forma, a mini-turnê que havia planejado, fazendo shows na França e na Inglaterra exclusivos para um público restrito. A setlist incluia músicas novas e inéditas, como “Candyman”, “Slow Down Baby” e “Oh Mother”, e sucessos anteriores, como “Beautiful”. Os mini-concertos foram promovidos pela Sony Ericson e acompanhados pela The Movement’s Ode to Jazz, banda de jazz responsável pelo instrumental.

Christina também gravou especiais musicais para a MTV americana e para o canal T4 britânico, que seriam transmitidos com o lançamento do álbum, em parceria com a mesma banda. Em agosto, ao sair de uma reunião, ela se deixou flagrar com várias cópias prontas e papeis de modelos de “Back To Basics” na mão, revelando pela primeira vez como o álbum seria nas prateleiras. A edição final parecia pronta para lançamento.

1. Na estreia do clipe “Ain’t No Other Man” no TRL; 2. Saindo de reunião com versões finais de “Back To Basics”; 3. Em showcase promocional em Londres

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No dia 15/08/2006, “Back To Basics” chegava nas lojas. O álbum explodiu para a primeira posição dos mais vendidos do dia, e depois de 24h, já tinha assegurado, de forma imbatível, a primeira posição dos álbuns mais vendidos da semana na Inglaterra. Apesar da expectativa de baixas vendas e depois da batalha que Christina precisou travar contra a gravadora para lançar um ousado álbum duplo, Back To Basics vendeu mais de 345 mil cópias na primeira semana dos Estados Unidos, e 645 mil em todo o mundo. Foi o melhor resultado que Christina já alcançou na primeira semana de lançamento de seus álbuns, feito acompanhado da 1ª posição em mais de 10 paradas internacionais. Também foi a melhor venda feminina do ano nos Estados Unidos até o lançamento de B’Day, por Beyoncé. O álbum foi recebido positivamente pela crítica, marcando o trabalho de Christina com melhor recepção da imprensa.

Além de premiar os ouvintes com 23 novas faixas, o álbum duplo também vinha com material multimídia revelando bastidores do trabalho, e o encarte bem trabalho vinha impresso em papel de luxo, completamento a atenção especial que a versão física do álbum recebeu. O “Disco 1″ apresentava o material hip-hop com samples e influências antigas, dando um toque moderno à sonoridade do trabalho. Já o “Disco 2″, apresentava as nove faixas produzidas com Linda Perry, atacando de forma orgânica a crueza e distinção das eras que serviram de inspiração.

Christina celebrou o lançamento do álbum no Total Request Live americano e em uma série de programas de TV, como “The Late Show With David Letterman” e “Good Morning America”, além de dois especiais seguidos na MTV norte-americana e outros segmentos pelo mundo. A boate Marquee organizou uma festa de lançamento animada, com amigos da indústria e pessoais, equipe de produção envolvida no álbum, dançarinos e músicos. Algumas semanas depois, Linda Perry foi anfitriã de outra festa de lançamento – desta vez, tematizando a comemoração com fantasias e decoração que remetem ao clima circense que abre o segundo disco.

1. Em entrevista; 2. Na festa de lançamento do álbum; 3. Em mini-concerto do Good Morning America

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Adequando-se às mudanças da indústria musical, em uma época em que álbuns deixaram de ser uma fonte sólida de arrecadação de dinheiro, Christina e equipe começaram a planejar a turnê mundial, tomando como base a sonoridade do álbum e fazendo uso de parte do material e ideias da turnê cancelada em 2004. Já nessa época, Christina revelou que talvez tomaria a direção do próximo álbum como o completo oposto de “Back To Basics”, concentrando a sonoridade em algo mais futurista.

Enquanto isso, começaram as especulações sobre o segundo single do trabalho, planejado para manter o bom ritmo deixado por “Ain’t No Other Man”. Christina revelou que a sequência seria mantida em alta velocidade com o lançamento de “Candyman”, faixa rápida do segundo disco produzida com Linda Perry, da qual era extremamente orgulhosa. Ela nunca escondeu a paixão e felicidade que sentia ao cantar e apresentar essa faixa ao público, e ansiava pelo lançamento como single, muito embora destoasse dos sucessos das rádios.

Após confirmações de canais como a MTV, revelando que o clipe seria dirigido por Matthew Rolston, informações desencontradas davam conta de que a gravadora havia optado por lançar “Hurt”, a grande balada emocional que não havia sido parte de nenhum dos showcases ou aparições televisivas promocionais.

A vontade de Christina foi colocada em espera para o lançamento de “Hurt”, que foi posteriormente confirmado. O clipe ficaria por conta de Floria Sigismondi, responsável por Fighter, em parceria com Christina. Era a primeira vez que ela assinava a direção de um de seus vídeos, e o resultado foi um filme-musical temático que tratava a história de uma estrela dos circos dos anos 20 que perdia o pai após anos de desatenção. Uma das cenas do vídeo trazia um elefante, no qual Christina montava após descer sorrindo e em boa pose do teto do circo cenográfico presa em um suporte. A época ficou definitivamente marcada quando Christina deixou as listas de mais “mal-vestidas” para se tornar rosto garantido nas relações de melhores visuais e figurinos dos tapetes vermelhos. Até mesmo quando apresentava modelos mais ousados, a elegância transparecia graças ao conceito desenvolvido com a estilista Simone Harouche e a inseparável variedade de sapatos Louboutin.

Hurt” foi lançada em 18/09/2006, acompanhada de poucas performances promocionais. A apresentação de estreia, nos palcos do VMA da MTV, trouxe Linda Perry no piano e um conceito completamente diferente das demais apresentações da noite, que traziam músicas agitadas e efeitos bem elaborados. Com “Hurt”, Christina se resumiu a simplicidade e mistério trazido pela música.

A faixa foi sucesso na Europa, onde chegou à 1ª posição. Nos Estados Unidos, conseguiu louvável desempenho nas rádios, mas pouco suporte de vendas no iTunes, alcançando, ainda assim, a 19ª posição da Billboard. O lançamento veio em uma época complicada para Christina. Enquanto gravava o clipe, o marido Jordan Bratman enfrentou o falecimento da avó. Mais tarde, em outubro, faleceu também Delcie Fidler, mãe de Shelly e responsável pela infância musical de Christina, que inspirou a criação de Back To Basics. Fidler nasceu em 1920 e tinha 85 anos quando ocorreu o passamento. Cantar “Hurt”, desde então, havia se tornado uma tarefa sensível.

Muito embora estivesse cuidando do próprio álbum, Christina também encontrou tempo para colaborar com mais grandes lendas da música. Além de começar o ano ao lado de Herbie Hancock e Andrea Bocelli, ela seguiu com uma colaboração com o jazzista Tony Benett, com quem gravou uma performance de “Steppin’ Out” para um DVD de clássicos americanos, também promovido com outras performances na televisão. No Fashion Rocks, abriu a premiação ao lado de Elton John, com a música “Beannie And The Jets”. Por fim, também gravou uma performance com o grupo Rolling Stones, exclusiva para o show-documentário que chegou aos cinemas alguns meses depois, intitulado “Shine A Light“.

1. Com Tony Bennet nos bastidores de “Steppin’ Out”; 2. Com Elton John no Fashion Rocks; 3. Com Rolling Stones cantando “Live With Me”

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Outra parceria foi ainda mais pessoal e satisfatória para Christina. A revista InStyle promoveu uma sessão de fotos no meio do ano, unindo artistas da atualidade e seus ídolos. Christina e Etta James, a cantora favorita de Christina desde a infância, se conheceram, tiraram fotos juntas e trocaram elogios em entrevistas. Etta descreveu Christina como uma “alma antiga”, um dos maiores elogios que ela considerou receber.

Christina também deixou o visual-tema de Back To Basics de lado por um breve período, para gravar o clipe da música “Tell Me“, lançada em 14/11/2006. O single promoveu o álbum “Press Play”, de P. Diddy, mas não teve muito impacto, alcançando a 24ª posição mundial e 47ª colocação na Billboard.

Em 17/11, tinha início a turnê mundial “Back To Basics Tour“, em 18 datas pela Europa. Os concertos tinham cenário muito menos obscuros do que aqueles usados na turnê “Stripped”, demonstrando bem o estado em que Christina se encontrava. Os shows eram divididos em 4 sets: “Anos 20″, “Bar musical”, “Circo” e “Encore” (o final sem cenário e sem figurinos temáticos). A abertura ficava por conta das Pussycat Dolls, e os shows traziam um palco com espaço interno para público, fogos de artifício e até mesmo uma roda onde um fã era amarrado para a música “Nasty Naughty Boy”. Os escolhidos para participar da performance variaram de garotos no público até Perez Hilton, David Arquette e o pai de Jordan.

Os dançarinos precisaram passar por treinamentos intensivos de truques de circos, como malabarismo com fogo, caminhada em perna de pau e pulos em balanços altos. Os músicos da banda, que agora estava ampliada para abrigar novos instrumentos, aprenderam coreografia de músicas e até passaram pela troca de figurinos, compondo os cenários e o nível de detalhes apresentado nos shows. Christina não apenas assinou a produção executiva do álbum, como também coordenou a direção criativa e conceito da turnê.

1. Com Etta James; 2. No clipe de “Tell Me”; 3. Na turnê “Back to Basics”

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Os shows também vieram acompanhados de um pouco de polêmica. Apesar de Christina ter pedido que o estilista Roberto Cavalli desenhasse o figurino sem uso de pele de animais, a peça usada por Christina no início do show era real, sem que percebesse. A PETA, organização mundial protetora de animais famosa pela forma agressiva como expõe seus descontentamentos, enviou vídeos para Christina mostrando como era feito o abate que dava origem ao figurino. Imediatamente, a peça foi trocada por uma falsa, e a diferença em fotografias era evidente.

A parte europeia da turnê teve fim em 17/12/2006, um dia antes do aniversário de Christina. A celebração foi em uma boate em Praga, e Christina logo voltou aos Estados Unidos para descansar. Apesar disso, cantou na virada de ano mais famosa dos Estados Unidos e se preparava para a promoção do terceiro single e turnê americana.

Ela não estava preparada, no entanto, para a notícia que mudaria sua vida mais uma vez.

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