
Christina participou de mais um evento de prestígio hoje, atuando como uma das principais conferencistas de um evento fechado da Billboard/The Hollywood Reporter – os maiores representantes da música, TV e filmes. O bate-papo com Christina foi extremamente bem recebido pela plateia, composta de representantes da indústria do entretenimento que se uniram para discutir o cenário atual da música, cinema e televisão.
Christina foi eleita para tratar do assunto porque é uma figura presente nas três áreas: Com Burlesque, com The Voice, e claro, com a carreira musical ativa. Ninguém mais perfeito para falar, certo? Como sempre, ela foi bem eloquente e recebeu grandes elogios dos presentes. Foi aplaudida logo no começo, quando falou da seriedade da ocasião em contraste com a imprensa de tabloides e blogs de internet:
Agora, todo mundo é crítico. Eu não leio blogs, só Deus sabem que é o fdp escrevendo aquelas porcarias. Tenho certeza que todos aqui já foram odiados por um fdp. Mas aqui, nossa conversa é de verdade.
E nada mais real do que uma vida inteira dentro de TV’s, álbuns e cinema:
Às vezes, a gente sabe qual é o nosso destino. Na minha infância, vivia num ambiente caótico e claustrofóbico. A música surgiu como uma forma de eu desabafar e escapar daquela realidade. Inevitavelmente, isso acaba se tornando seu caminho. Comecei cantando em casamentos aos 6 ou 7 anos de idade. Então fui ao Star Search, que foi minha primeira grande conquista, aos 7 anos de idade. Ed McMahon nem conseguia pronunciar meu nome.
Christina também se lembrou dos tempos do Clube do Mickey, dando créditos ao “excelente diretor responsável pela escolha do elenco. Acho que o nome dele é Mike Casella” (é). Também se lembrou do primeiro encontro com o mentor Ron Fair, hoje grande amigo, que foi o primeiro a contratá-la.
Nossos filhos frequentam a mesma pré-escola. Eu entrei no escritório dele e ele disse, ‘canta para mim’. Comecei a cantar um dos gospels de “The Preacher’s Wife”, de Whitney Houston. Isso ficou na cabeça dele.
Sobre Burlesque, Christina se lembrou especialmente das conversas com Cher.
Cher me ensinou que mesmo fora da cena, devemos ser tão bons – senão melhores – do que o ator que contracena com você. O trabalho fica muito mais bem feito, faz nos doar mais como atores. A cena fica incrível e a gente começa a entender e apreciar mais a beleza do cinema e a paixão, amor e arte que compõe todo o processo de criação. Foi um aprendizado incrível.
Falando sobre Cher, Christina comentou também como é ser uma mulher no meio do entretenimento – certamente um tópico novo para a plateia que possivelmente era composta, na grande maioria, por homens:
É difícil ser uma mulher de muito poder nesse meio. As pessoas me conhecem por não ser sempre calorosa e empolgada, porque isso estimula tentarem nos passar para trás. Você aprende a colocar esse escudo, mas tem um motivo. Na minha música, eu não tenho medo de me abrir sobre minhas inseguranças, vulnerabilidades e sensibilidades. Mas quando chegou no palco, me transformo nessa força incontrolável. É importante saber equilibrar isso.
Christina explicou que é mais fácil balancear esses sentimentos quando não se deixa envolver pelas fofocas e tabloides:
Sou uma mãe e empresária. Tenho um milhão de coisas rodando na minha cabeça e estimulando minha criatividade. Eu coloco meu filho para dormir e corro para o meu jardim, onde fica minha casa de gravações. Não tenho tempo para ouvir barulho sem sentido, nada daquilo é verdade. Aquelas coisas não estão em revistas reais, estão em lixo. É só fofoca.
Se eu vejo uma foto bonitinha do meu filho jogando futebol, peço para me mandarem, mas minha publicista vai confirmar para vocês que eu não quero nem saber se a matéria é boa ou ruim. Não quero acreditar no interesse que têm por mim, quero continuar faminta e buscar ser o melhor que posso ser.
Não demora muito para Christina sair do cinema e dos tabloides para começar a falar sobre TV, mais especificamente, The Voice:
Muitas crianças de 6 anos de idade não conhecem Genie In A Bottle ou Fighter, mas estão me vendo numa cadeira vermelha imensa dando conselhos. Hoje existe muito autotune, e isso é legal, é uma forma de arte. Mas em The Voice, é onde estão os talentos crus, reais. Na verdade, eu nunca vi um episódio completo das outras competições. Eu me lembro dos primeiros comerciais de American Idol, com Simon se comportando como um imbecil. Eu ficava pensando, ‘gente, esse não é o foco!’. Não quero tratar ninguém daquela forma. Eu topei fazer The Voice para mostrar que nós podemos ser positivos. Não é necessário desanimar ninguém. [E aí surge] Jennifer Hudson, [por exemplo], que começou em American Idol, fez Dreamgirls e ganhou um Oscar. Eu sei que nossos formatos são diferentes. Nem mesmo assisto o meu programa, eu o gravo e ponto final. É hora de voltar a ser mamãe, trabalhar no meu álbum, e claro, investir na minha equipe, escolhendo músicas. Faço muito ao mesmo tempo.

Nós [os mentores de The Voice] temos a química de uma família. Todo mundo sabe que eu e Adam Levine implicamos um com o outro. CeeLo é o tranquilão, que vive num espaço realmente artístico. Blake é simplesmente divertido, virou meu irmaozão.
Logo, o assunto voltou para a música de Christina e Lotus, um álbum que conterá, segundo Christina, músicas muito pessoais:
No fim das contas, sou uma garota que gosta de transmitir mensagens. Músicas como Beautiful e Fighter, que são pessoais, vulneráveis mas muito positivas. Eu estava cansada de ficar cantando sobre docinho, lindinhos e gênios na garrafa. [Eu reconheço, no entanto] que foi isso que me deu a liberdade criativa que tenho hoje.
Falando em criatividade, não dá para deixar de fora Linda Perry, que não faz parte de Lotus mas foi figura carimbada em todos os álbuns de Christina desde Stripped, passando até mesmo pela coletânea de sucessos e pela trilha de Burlesque:
Linda Perry é sincera, objetiva e intimida muito homem grande. Ela é incrível. Eu estava passando por um dia horrível quando fui até o estúdio dela. Ficava na casa dela, na época. Estávamos trabalhando juntas em um monte de coisa, até que ela foi ao piano na sala de jantar e começou a cantar [Beautiful].
O público aplaudiu quando ouvir a história que deu origem à um dos maiores singles de Christina, mas ela continou:
[Linda] me aconselhou a não mostrar muito a voz. ‘Não faça aquelas porcarias de Mariah’ – quem disse isso foi ela, não eu. Eu amo essas ‘porcarias’ - Mas ela dizia, ‘não faz isso, só canta!’.
Nova nas redes sociais, Christina comentou também porque não fez parte da febre dos microblogs:
Eu cheguei muito atrasada no Twitter. Quando surgiu, eu via coisas do tipo, ‘esse é meu café da manhã!’. Sério? Quem se importa? Mas agora eu já vi como usá-lo. Outro dia eu fiz um comentário no Twitter, pensando: ‘ah, é para isso que serve!’. Acho que arrumei uma confusão danada [com esse tweet] mas acabei apreciando essa oportunidade. Só não queria ser genérica, alguns usam de forma muito fútil.
Futilidade, no entanto, é algo que Christina pretende deixar de fora do próximo papel no cinema:
Eu quero atuar mais. Quero fazer algo no qual possa realmente me dedicar a um desafio. Ir fora de quem eu sou, fora da música. Eu sempre quis fazer um filme, mas nunca pensei em fazer um musical porque é muito parecido com quem eu sou. Quero que [o próximo] seja bem honesto e genuinamente me faça abrir as asas em busca de algo muito, muito diferente. Uma viciada em drogas ou uma morada de rua consumidora de crack. Algo louco, com conteúdo. Alguém bem longe do que eu sou.
Encerrando, Christina disse estar preparada para tudo nessa indústria e contratempos não ficam no caminho dela: “Merda acontece. É assim que essa indústria funciona. Nem sempre tudo é lindo, enfeitadinho com um laço bonitinho”.
Fizemos essa compilação com base no artigo publicado na Billboard e no E! UK. Amanhã voltaremos com mais fotos e vídeos, se disponíveis. Clique nas imagens desse artigo para vê-las no tamanho completo.