Áudio – Christina explica conceito de Lotus faixa-a-faixa

Christina na sessão promocional de Lotus

O acervo musical do Deezer traz uma versão especial de Lotus para os fãs: “Album Commentary”. São 10 minutos de Christina comentando faixa-a-faixa da edição simples do disco e você pode ouvir aqui. É preciso um pequeno cadastro para ouvir as faixas por completo e, abaixo, postamos a tradução. Créditos do link vão para a fofa da Bah.

Army of Me: “Essa música reflete bastante a mulher que eu sou e representa bem a ideia por trás de Lotus – o conceito da flor indestrutível, a pessoa que não se deixa derrotar ou ser vencida durante momentos difíceis, que os supera. Na verdade, a intenção é inspirar a próxima geração de futuros guerreiros, como se fosse uma Fighter 2.0, feita para motivar, inspirar. É uma música divertida e espero que todos gostem.”

Red Hot Kinda Love: “Eu me atraí de imediato por Red Hot Kinda Love porque desde o princípio, ela te atinge com um climão daquelas festas na piscina. O instrumental e o espírito despreocupado da música são superdivertidos, lembram um clima de flertes, aqueles parquinhos da juventude, elementos que foram muito legais de incorporar na melodia… eu simplesmente amo a vibe livre dessa música”.

Make The World Move: “Make the world move” é o tipo de música divertida e motivacional, um hino tipo “vamos sair do lugar e mudar o mundo!” mas que também não se leva muito a sério. É uma produção grandiosa que tem a participação do meu garoto CeeLo… assim que eu vi que tinha uma parte reservada para um vocal masculino liderar no refrão, eu soube que era feita para o CeeLo e para aquele som peculiar que ele tem. Eu definitivamente tive que chamá-lo para embarcar nessa comigo e ele está incrível nela. É uma colaboração em equipe”.

Your Body: “É a primeira vez que eu tive a oportunidade de unir forças com Max Martin, que inventou o termo Team Maxtina! E nós realmente formamos um time incrível, ele foi muito respeitoso e maravilhoso. Foi excelente me unir a ele nesse casamento que criou um ótimo material pop mas, ainda assim, me permitiu ser fiel a quem eu sou e à vocalista que eu sou. Eu pude cantar com muita força mas de uma forma muito divertida, sobre uma excelente faixa que todo mundo pode cantar junto. O conceito é sobre uma mulher muito certa do que quer mas que, no clipe, não se leva muito a sério, tem um tom de comédia. Há séculos que os homens não sabem lidar bem com as mulheres e agora surgiu essa mulher que está dando as cartas. Muito divertida, humorística e um perfeito exemplo do trabalho que Max e eu fizemos.”

Let There Be Love: “É a música mais dance do álbum e foi muito bacana explorar esse território e, ao mesmo tempo, liberar os vocais e dar meu toque pessoal ao Max [Martin], que foi ótimo em me dar espaço para soltar minha criatividade também nesta faixa – me deixando criar certos backgrounds, experimentar e ser livre, que é o que Lotus representa. É sobre ser aberto às novidades, livre, aceitar tudo o que você é. Esse álbum foi muito importante para mim no lado artístico e pessoal e Max é um dos produtores que fica muito envolvido ao mesmo tempo que respeita quem eu sou como artista, como vocalista e ele me apoiou completamente. Foi ótimo”.

Sing For Me: “Para mim, vem do coração e da alma. É possivelmente a única música que foi realmente inspirada na minha experiência em The Voice – ser uma técnica e estar ao lado do meu time, que na 3ª temporada foi formado por jovens cantores pop, que chegam para mim me dizendo que cresceram ouvindo meus álbuns. Eu passei muito tempo mostrando acrobacias vocais a eles e acabei me lembrando de quando eu era uma garotinha, sentada no meu quarto enquanto ouvia meus álbuns da Whitney, tentando repetir aquelas acrobacias com a voz. The Voice me ajudou a encontrar essa inspiração novamente, me fez perceber que é meu papel passar esse tipo de valor para as próximas gerações de cantores. Por causa do programa, ganhei uma geração nova de fãs, crianças de 6 anos de idade que sonham em ser cantoras e não eram nascidas quando lancei meus primeiros álbuns. Por isso, é empolgante demais poder dar um material novo para motivar uma geração futura de verdadeiros talentos e vocalistas”.

Blank Page: “É certamente a música mais vulnerável do álbum, me lembra Beautiful de certa forma, porque nos faz aceitar nossas fraquezas, encarar nossas inseguranças ou sentimento de arrependimento e neles encontrar a paz para encerrar mais um capítulo. Seguir em frente, se aceitar e se fortalecer. Muitas pessoas a consideram a favorita no álbum, eu acredito que todo mundo que a ouve consegue encaixar a própria história de alguma forma”.

Cease Fire: “Cease Fire é muito cinemática, especialmente pela energia monstruosa da bateria que lidera a melodia, funcionando como uma marcha de exército. Eu imagino essa música como parte de uma trilha sonora, ela precisa estar em alguma! A inspiração veio do meu trabalho com o World Food Programme, visitar campos como a Guatemala ou o Haiti e ver de perto as coisas e o sofrimento que acontecem pelo mundo. As histórias que você ouve são impactantes. Por isso, Cease Fire é um pouco mais profunda, tem uma incrível produção cinemática, mas é um chamado pela paz”.

Around The World: “Tive a oportunidade de trabalhar com Ali Tamposi, que tem uma energia incrível, uma alma divertida. Amei trabalhar com ela na criação de Around The World, uma música divertida que me lembra da sensação de sair em turnê e conhecer culturas diferentes, com um toque mais sensual (risos).”

Circles: ‘Todo mundo precisa ter um hino de foda-se. Tem um som que brinca com a expressão “fique girando em círculos e senta no meu dedo do meio” (risos). Eu a fiz pelos fãs que me defendem durante todo esse tempo. Se está tendo um dia ruim, alguém te irrita, você entra no carro e tem a oportunidade de desabafar um pouco”.

Best Of Me: “É outra parte vulnerável do álbum. Foi inspirada nas crianças que sofrem com bullying ou se sentem perseguidas ou excluídas por serem quem são. Pessoas que são afastadas ou não se sentem aceitadas. Por ter me envolvido com muita polêmica criada pela mídia imbecil, acabo me sentindo como um saco de pancadas às vezes. Por isso, essa é uma música sobre se sentir assim mas também sobre recuperar o controle da situação, sobre perceber que, no fim de tudo, ninguém pode tirar o melhor de você. É dedicada a todos que não se sentem bem por serem como são, que não acham certo serem do jeito que são. Espero que a música ajude a perceberem que é certo sim”.

Just a Fool: “O álbum não ficaria completo se não trouxesse uma colaboração com meu irmaozão Blake Shelton. Tem tempo que conversamos sobre a possibilidade de nos aventuramos no mundo do outro. Há séculos estamos combinando uma viagem para pescarmos por aí (risos) e enquanto nos preparamos para essa pescaria – coisa que eu nunca fiz, por sinal, vai ser minha primeira vez – eu fletrei com a ideia de experimentar um pouco de country, e ninguém melhor do que Blake para participar da minha primeira experiência com música country, tentar criar um casamento entre pop e country com um toque de soul. Eu amo o violão no instrumental e foi muito legal colaborar com Blake.

Artigo sobre Mark Ronson revela curiosidades de Back to Basics

Christina no encarte de Back to Basics

O artigo é antigo – data de 2007 – mas nesse ano dia fraco de notícias achamos interessante compartilhar este achado, que para mim, é novidade. Nele, um dos responsáveis por algumas canções de Back To Basics revela como foi trabalhar com Christina e conta que, curiosamente, Hurt e Welcome tiveram origem na mesma faixa-demo. Aí vai o que Mark Ronson disse:

Eu ouvi falaram que ela estava recebendo músicas. Não coloquei muita fé, imaginei que nada do que eu estava fazendo seria do gosto dela. Enviei algumas faixas hip-hop que estavam perdidas no meu acervo e me retornaram quatro dias depois, dizendo que ela gostou das músicas. Eu havia imaginado que daria Slow Down Baby para alguém como o rapper MOP. Ela e Linda Perry gostaram muito de uma demo meio Beatles, pegaram parte para fazer Welcome e outra parte para fazer Hurt. Duas músicas pelo preço de uma.